Cultura das Mídias, o que é?

Oi oi meus lindos e lindas, tudo bem com vocês?
O post de hoje vai para os amantes de Jornalismo, mas se você não é um aspirante a Jornalista, e deseja um pouco mais de conhecimento, esse post também é para você, até porque conhecimento nunca é demais né?

Estou no 5º período (gente como o tempo passa rápido), e é claro que já aprendi muitas coisas até aqui, mais teóricas do que prática, entretanto me ajudou muito no meu crescimento de conhecimento.
Hoje estarei falando um pouco sobre Cultura das Mídias, e alguns conceitos que são introduzidos dentro da disciplina.


O termo cultura das mídias surgiu em 1992, através do livro Cultura das Mídias, de Lucia Santaella.

Ousado não apenas porque a palavra "mídias" ainda não havia se disseminado, mas principalmente porque devo confessar que, naquele momento, não tinha perfeita clareza do significado exato que estava dando para a expressão "cultura das mídias".

Foi em 1997, através do livro Culturas Híbridas, de Néstor Garcia Canclini, que trouxe uma primeira luz para precisar as ideias de Santaella.

Hoje, com as ideias mais ajustadas, posso definir com mais precisão o que tenho entendido por cultura das mídias. Ela não se confunde nem com a cultura de massas, de um lado, nem com a cultura virtual ou cibercultura de outro. É, isto sim, uma cultura intermediária, situada entre ambas. Quero dizer, a cultura virtual não brotou diretamente da cultura de massas, mas foi sendo semeada  por processos de produção, distribuição e consumo comunicacionais a que chamo de "cultura das mídias".

É importante notarmos a evolução que tivemos até então, pois foi ao decorrer dessa evolução que surgiu o conceito cultura das mídias. Se analisarmos tudo começou na época das cavernas, onde não se existia energia, celular, TV, nenhum meio de comunicação, mas com o tempo novos meios foram surgindo, e novas culturas. Santaella divide as eras culturais em seis formações: cultura oral, cultura escrita, cultura impressa, cultura de massas, cultura das mídias e cultura digital. Vale aqui destacar que uma nova cultura não faz com que a outra desapareça, há sempre um processo cumulativo. Claro que um suporte pode ser substituído por outro, como no caso do papiro, ou um aparelho é substituído por outro, como no caso do telégrafo.
As transformações culturais não são devidas apenas pelo surgimento de novas tecnologias e novos meios comunicacionais, mas sim de signos que circulam nesses meios.
Lúcia Santaella acredita que os meios de comunicação não passam de meros canais para a transmissão de informação, diferente de Marshall Mc Luhan, que acentua: "o meio é a mensagem", para ele os meios são tão importantes quanto a mensagem, e não há separação de ambos.
Santaella também fala sobre o Pós-humano.

Entendendo o conceito de Pós-humano: Muitas pessoas quando escutam esse termo, acham que o pós-humano é o que vem após o humano, que o ser humano já se foi, já era. Mas não Pós-humano é a expressão sinalizada para as grandes transformações que as novas tecnologias da comunicação estão trazendo para tudo o que diz respeito à vida humana.
Ao contrário do que muitos pensam, as máquinas irão ficar cada vez mais parecidas com o ser humano.
Para entender o pós-humano vamos analisar o que é, um exemplo são cirurgias a laser, que vieram da tecnologia, e dizem respeito a nós seres humanos. 

Curiosidade: Já ouvimos falar de transplante de coração, de órgãos, entre outros, entretanto nunca ouvimos falar de transplante de cabeça, pois é minha gente, pelo visto isso não está longe de acontecer. E se ficaram de boca aberta imagina como fiquei quando ouvi sobre isso na sala de aula.
O primeiro transplante de cabeça está marcado para o final deste ano, de acordo com a agência Central European News. A cirurgia será feita pelo neurocirurgião italiano Sergio Canavero. E ele já tem até um voluntário, o russo Valery Spiridonov, de 32 anos, que sofre de uma doença chamada Werdnig-Hoffmann, um tipo de atrofia muscular espinhal. Ao longo do tempo, essa doença, leva a fraqueza muscular e o indivíduo deixa de andar, além de ter dificuldades para mastigar, engolir e respirar.

Pois é minha gente, isso é o que eu chamo de evolução, tantas coisas mudaram ao longo do tempo, novos meios, novas atitudes, até onde o ser humano é capaz de ir? Vale a pena refletirmos isso.
Outra coisa que devemos refletir é sobre a questão de: ás máquinas serão maiores que nós, ou sempre iremos ter controle sobre as máquinas?
Quero aqui pontuar a minha opinião quanto a isso. Claro que até então temos controle sobre as máquinas, são inteligentes, contribuem ao nosso favor, mas até onde iremos subestimar a nossa inteligência?
Temos tanto medo das máquinas serem maiores que nós, que não percebemos que estamos cada vez mais nos transformando nelas.
Estamos nos tornando robôs programados para nascer, estudar, trabalhar, casar, ter filhos, crescer em todos os sentidos, e todos aqueles que fogem disso são excluídos, fora que cada vez estamos nos tratando mais frios, esquecendo de nossos sentimentos, e na verdade nos obrigando a não sentir. Pois cada vez que sentimos algo, estamos sendo francos. Se isso não é se robotizar, então o que é?
Vale a pena a reflexão!

Para finalizar quero falar sobre os termos de Henry Jenkins, são eles: Convergência dos Meios, Cultura Participativa, Economia Afetiva e Inteligência Coletiva.

  • Convergência dos Meios - Com o tempo linguagens e meios, começaram a se misturar, e este processo passou a funcionar como um multiplicador de mídias. Novos equipamentos e dispositivos possibilitaram o aparecimento de uma cultura do disponível e do transitório. Um exemplo de Convergência das Mídias é o celular, nele podemos ouvir rádio, assistir televisão, tem calculadora, entre outras funções, tudo em um só aparelho. 

  • Cultura Participativa - Diferente da época em que surgiu a televisão, e existia uma massa passiva, agora as pessoas podem participar. Exemplo: o Big Brother Brasil, programas de televisão, em que o público pode votar diretamente, ou dar opiniões a respeito. É um conceito que diz respeito a estratégias desenvolvidas para criar um vínculo emocional entre consumidor e empresa. Isto é, para que o consumidor se torne fã da marca e seus produtos.

  • Economia Afetiva - Toda vez que uma pessoa compra a blusa da mulher maravilha, ou a camisa do Superman, está colaborando com a economia afetiva.

  • Inteligência Coletiva - Que exemplo melhor posso dar do que o Wikipédia? Inteligência Coletiva, é onde as pessoas compartilham sobre determinado assunto, isto é quando ambas aprendem coisas novas sobre determinado assunto.

Confesso aqui meu total amor a essa disciplina, pois ela aborda o que vivemos hoje, toda essa evolução, os novos meios, e como tudo isso pode beneficiar ou não a sociedade.
Para essa matéria fiz uma paródia que tal dar uma conferida?



E ai o que acharam meus amores? Qualquer dúvida estou a disposição, podem também opinar, falarem sobre seus ponto de vistas, afinal, trocar conhecimento nunca é demais né?
Um super beijo, e até logo.

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